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Vigilância sanitária detecta impureza em medicamentos para pressão arterial

17-May-2019

A Anvisa e as autoridades sanitárias internacionais estão avaliando os medicamentos contra a hipertensão arterial com princípios ativos do tipo “sartanas”, como losartana, valsartana, candesartana, olmesartana e ibersartana utilizados para o tratamento de pacientes com pressão alta e prevenção de ataques cardíacos e derrame.

 

Substâncias encontradas nas “sartanas” estão sendo classificadas com potencias cancerígenas, aumentando o risco de desenvolver câncer a longo prazo. Não eram para estas impurezas aparecerem. Mesmo com essa informação a Anvisa reitera que os medicamentos contendo “sartanas” são seguros e eficazes no controle do tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca, reduzindo significativamente o risco de derrame e infarto. 

 

O médico nefrologista do Instituto do Rim e Hipertensão de Campinas, Dr. José Marcelo Morelli esclarece que no Instituto e na Clínica Humânitas a prescrição clínica usa somente um dos fármacos e o mais seguro de melhor risco-custo benefício que é o “losartana”. A impureza detectada nesses medicamentos também se encontra na água , alimentos processados , carnes e vegetais. Os benefícios desse remédio superam os riscos, ocorre que não era para existir impureza no “sartanas” nesses fármacos. Nesse sentido, a primeira orientação é não descontinuar o tratamento, enviar e-mail ao SAC da indústria que fabricou e questionar a procedência do princípio ativo e, se aquele lote está suspenso ou não”, destacou. 

 

 

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a cada ano temos 600 mil casos de câncer no Brasil, ou seja 0,003% da população desenvolve algum tipo de câncer no país. Portanto, o risco devido a outros fatores é muito maior que o causado por medicamentos contaminados. 

 

A contaminação de medicamentos não deve trazer risco adicional aos pacientes que os consomem. Uma vez que necessitam ser tomados diariamente, e muitas vezes, pelo resto da vida. 

 

Dr. José Marcelo Morelli orienta que o ideal é falar com o médico sobre a questão e junto com o profissional chegar a uma decisão. 

 

“Precisamos saber se por traz desse assunto não está havendo guerra entre laboratórios uma vez que as patentes desses medicamentos já caíram, então são bem baratos e pode estar acontecendo de nova patente querer entrar no mercado”, comentou o médico do Instituto.

 

A Anvisa tem atuado para estabelecer um novo regulamento sobre o tema, determinando a realização dos controles de substâncias nos medicamentos registrados. Será determinado um prazo de adequação para as empresas farmacêuticas e importadores ajustarem os seus fornecedores, de forma a não trazerem em suas composições substâncias que acarretem problemas a saúde dos pacientes.

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